Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses

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A Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses é um eixo viário da cidade do Funchal que na sua génese existe desde os primórdios da povoação, no século XV, mas que apenas foi lançada na década de 40 do século XX. 
Quanto à origem do nome, não serão precisos muitos considerandos para dizer a que se deve, tal a dimensão do imenso mar que bordeja a avenida ao longo de toda a sua extensão, a sul.

No fundo, a cidade do Funchal nasceu, cresceu e organizou-se junto a áreas onde predominava a água: o oceano e as ribeiras. Para o bom e para o mau, a capital da ilha da Madeira está ligada a ambos.
Como alguém já disse um dia são como uma imagem de marca do Funchal. Nós acrescentaríamos que constitui igualmente um factor distintivo.

1920
A construção da Avenida do Mar fez com que a foz das três ribeiras que desaguam na cidade (de leste para oeste: João Gomes, Santa Luzia e São João) fossem cobertas. Hoje voltam a estar descobertas.
No caso concreto da ribeira de São João não só chegou a ser parcialmente tapada na foz como construíram sobre o seu percurso final a Rotunda do Infante e, mais tarde, o Edifício Infante.

A Avenida do Mar e das Comunidades de hoje tem cerca de 1.300 metros de comprimento. Vai desde os jardins do Almirante Reis, na Zona Velha, à rotunda Sá Carneiro. Pelo caminho, atravessa a Praça da Autonomia.

1937
A designação Mar na avenida persistiu até a década de 80, altura em que passa a ter a designação de Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses. Um acréscimo que pretende homenagear as comunidades madeirenses espalhadas por diversas partes do mundo, muitos idos precisamente por mar.
Não há muitos anos, aí por 1987, a Avenida do Mar foi alargada.

Nessa altura, deixou de existir um prolongamento peculiar do Sunny Bar, que tinha uma explanada entre as duas faixas de rodagem da avenida, e os empregados quase que faziam tangentes aos veículos que passavam.
1949
Por outro lado, foram encontrados vestígios do Pilar de Bânger. Voltaram a ser encaixados e hoje, o que restou da emblemática edificação concluída em 1798 pode ser visto a sul da avenida, a alguns metros para leste do cais da cidade. No entanto, já antes desse “achado”, algumas pedras tinham sido levadas para a Quinta do Palheiro Ferreiro.
O Pilar de Bânger tinha 30 metros de altura e cerca de 3 metros de diâmetro. Inicialmente servia para o transporte de mercadorias entre os barcos e terra e ainda como sentinela. Depois, foi posto de sinais para a navegação pela Blandy.
Curiosamente, a avenida cujo alargamento permitiu a sua recuperação, foi a responsável pela sua demolição em 1939. Foi deitado a baixo para construir a Avenida do Mar.

A nível do património edificado na avenida, podemos dizer que é diverso.
Começamos pela Empresa Electricidade da Madeira.
Depois, temos edifícios como a Alfândega do Funchal, a Capitania do Porto do Funchal, a GNR, a Assembleia Legislativa da Madeira (construída na antiga alfândega) e o Palácio de São Lourenço.
Existem ainda outros edifícios onde se encontram departamentos do Governo Regional, uma boutique de pão, e outros espaços comerciais e ainda estacionamentos.

por Paulo Camacho

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